quarta-feira, 26 de agosto de 2015

'Ainda não me recuperei', diz filha da vítima do 'crime da motosserra

14/08/2015 06h00 - Atualizado em 14/08/2015 11h42

Tácita MunizDo G1 AC


Firmino foi esquartejado com motosserra em 1996, em Rio Branco. 
Após 19 anos, Emanuela diz que soltura de Hildebrando é 'frustrante'.

Tácita MunizDo G1 AC
Emanuela diz que ainda não conseguiu se recuperar da morte do pai (Foto: Emanuela Firmino/Arquivo pessoal)Emanuela diz que ainda não conseguiu se recuperar da morte do pai (Foto: Emanuela Firmino/Arquivo pessoal)
"Meu pai não pôde ver eu me formar na semana passada. Por muito tempo não pude sequer levar uma flor para o túmulo dele, porque foi enterrado como indigente na época. Depois de quase 20 anos, a gente ainda não se recuperou", disse. O desabafo é da assistente social, Emanuela Firmino, de 34 anos, sobre a morte do seu pai Agilson Santos Firmino e de seu irmão, então com 13 anos, Wilder Firmino, mortos em 1996, em Rio Branco, pelo grupo de extermínio que atuava no Acre na época, denominado Esquadrão da Morte.
O tema voltou a ser destaque no Acre nas últimas semanas, após a Justiça conceder ao ex-deputado Hildebrando Pascoal, acusado de liderar o grupo, a progressão de regime para o semiaberto. No dia 4 de agosto, Pascoal conseguiu o benefício, que foi cassado no mesmo dia.O mandado de segurança aguarda julgamento na Câmara Criminal de Rio Branco.
Por muito tempo não pude sequer levar uma flor para o túmulo do meu pai"
Emanuele Firmino, assistente social
Atualmente, Emanuela prefere manter o estado onde mora em sigilo. Ela também resguarda a sua imagem, da sua mãe e de seu irmão sobrevivente. No dia do crime, ela diz lembrar de tudo o que aconteceu e de como recebeu a notícia da morte de seu pai. Após ouvir no rádio sobre o crime, ela viu o corpo do seu pai machucado e com os membros serrados estampados em telejornais locais. O caso ficou conhecido como 'Crime da Motosserra'. 
Ela vive com a mãe Evanilda Firmino, de 59 anos, e um irmão de 32 anos. O crime ainda é um tema muito dolorido na família. "É complicado porque a gente perdeu tudo que tinha. Meu pai nunca foi bandido, sempre foi um homem de bem, só estava na hora errada, no momento errado e com a pessoa errada. E sem falar no meu irmão, que tinha 13 anos, e foi brutalmente assassinado com ácido", diz.
A família tinha chegado ao Acre havia cinco meses para tentar melhorar de vida. Firmino tinha aberto um restaurante de comidas típicas nordestinas e conheceu José Hugo, que visitava o restaurante da família diariamente. A filha conta que Firmino e José Hugo então criaram um laço de amizade. "O José Hugo era nordestino, então meu pai e ele ficaram muito amigos", diz.
Emanuela mostra uma das poucas fotos que restou do pai. Como o álbum ficou no Acre, as fotos são reproduções de outras fotos e têm a qualidade ruim (Foto: Emanuela Firmino/Arquivo pessoal)Emanuela mostra uma das poucas fotos que restou do
pai. Como o álbum ficou no Acre, as fotos são
reproduções de outras fotos e têm a qualidade ruim
(Foto: Emanuela Firmino/Arquivo pessoal)
Em 30 de junho de 1996, Itamar Pascoal, irmão de Hildebrando, foi morto com um tiro por José Hugo e Firmino teria presenciado a cena. Emanuela esclarece que o pai não teve envolvimento com o crime. "Meu pai sempre foi honesto, sempre trabalhou para manter a família. Ele não teve nada a ver com o assassinato, ele estava no lugar errado, na hora errada. Na época disseram que ele era bandido, mas meu pai tinha saído para levar o carro ao conserto, quando aconteceu tudo", explica.
A partir disso, Pascoal, que era coronel da PM, teria agido por vingança. Firmino então foi morto e esquartejado com uma motosserra. A família acredita que o filho do autônomo tenha sido morto após ter saído de casa. O corpo do adolescente foi encontrado queimado por ácido. Após os crimes, a família nunca mais voltou para a casa em Rio Branco e foi embora do Acre apenas com a roupa do corpo.
No dia do 'Crime da Motosserra', Emanuela diz que homens se identificaram como policiais e levaram primeiro sua mãe. "Disseram que meu pai foi pego bebendo e dirigindo e que estava na delegacia. Minha mãe foi, em seguida os policiais voltaram e disseram que ela estava pedindo que um filho fosse encontrá-la, eu disse que ia, mas disseram que mulher não podia. O Wilder então foi com eles", conta.
Depois disso, a filha disse que só viu os corpos do pai e do irmão pelos noticiários e iniciou uma verdadeira saga para sair do estado. "A gente não tem nem fotos do meu pai porque a gente saiu com a roupa do corpo. Minha mãe, que nunca tinha trabalhado, passou a trabalhar de doméstica para criar os dois filhos, porque quem trabalhava era meu pai. Ele nunca deixou faltar nada em casa. Quando vi o corpo do meu pai na TV, a imagem que mais me marcou é que ele estava machucado e sem os óculos que sempre usava", relembra.

Em 2010, após o julgamento, as ossadas de Firmino e do fillho foram mandadas para a cidade onde a família vive. "Eu falei que a gente não tinha nem como prestar homenagens para o meu pai, pelo menos agora podemos ir ao cemitério", diz. 
Sem o marido e sem o filho, Evanilda nunca passou por um acompanhamento psicológico. "Ela não teve esse apoio. Até hoje, todos os dias a minha mãe chora. Ela tenta mostrar que superou, mas quando ela não chora na nossa frente, a gente vê na fisionomia do rosto dela que estava chorando. É complicado, ela perdeu um filho, perdeu tudo", lamenta.
Emanuela tinha 15 anos e recorda que a última vez que viu o pai, foi um dia antes do crime, porque no dia em que tudo aconteceu ele teria saído bem cedo de casa e ela ainda dormia. "No dia anterior, ele estava bebendo em um bar perto de casa e fazia muito frio. Chegou em casa acordando a gente e desafiou que daria R$ 100 para quem fosse tomar banho de água gelada. Fui a única a ir, quando estava indo ao banheiro, ele me parou e disse que eu sempre devia lutar pelo o que queria. Em seguida, enrolou meus pés e disse: 'Tá vendo como é bom ter um pai?'", emociona-se.
Hildebrando Pascoal durante julgamento em 2009, em Rio Branco (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)Hildebrando Pascoal durante julgamento em 2009, em
Rio Branco (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)
Essa foi a última frase que a assistente social ouviu do pai e a última imagem dele vivo que ela guarda. "Hoje, tento ser essa guerreira que ele pediu que eu fosse. Amava meu pai, na verdade, o amo demais ainda", salienta.
A assistente social agora, após formada, sonha em criar uma ONG para dar apoio para vítimas de violência. Segundo ela, a organização daria apoio jurídico e psicológico para as vítimas de forma gratuita. "Agora queremos paz, nada mais", finaliza.
Possível progressão de regime para Hildebrando
Sobre a possível ida de Pascoal para o regime semiaberto, ela se diz leiga quando às leis, mas é categórica ao dizer que acha injusto.  "Eu me sinto frustrada como brasileira em ver alguém com mais de 100 anos de condenação ser solto. Se a Justiça acha que é correto, tudo bem, isso não vai influenciar em nada na nossa vida porque temos a consciência tranquila de que nunca fizemos mal a ele", destaca. 
Emanuele também aproveitou para esclarecer uma informação divulgada na época e que segundo ela, não era verdade. Firmino nunca teria sido mecânico e sim dono de restaurante. Ele levava o carro ao conserto quando teria presenciado o assassinato do irmão de Pascoal. "Houve uma confusão, falaram que ele era mecânico porque ele tinha ido em uma oficina, mas não tem nada a ver", afirma.
'Caso Motosserra'
Acusado de chefiar um grupo de extermínio no Acre, Pascoal cumpre pena em Rio Branco por tráfico, tentativa de homicídio e corrupção eleitoral. Em 2009, ele foi condenado pela morte de Agilson Firmino, o 'Baiano', caso que ficou conhecido popularmente como 'Crime da Motosserra'. As condenações todas somam mais de 100 anos. Desde 1999, Pascoal cumpre pena no presídio Antônio Amaro, em Rio Branco.

sábado, 20 de julho de 2013

MINHA HISTORIA EMANUELA FIRMINO


VENHO ATRAVÉS DESTE TEXTO COMPARTILHAR A MINHA HISTORIA QUE GOSTARIA QUE FOSSE TALVEZ QUEM SABE UM CONTO DE FADAS POREM ESTAR MAIS PARA CASA DOS HORRORES.
SEMPRE TIVE UMA FAMILIA MUITO UNIDA,MINHA MÃE UMA TRADICIONAL DONA DE CASA,MUITO FELIZ EM CUIDAR DE SEUS TRES FILHOS E SEU MARIDO.MEU PAI UM HOMEM SONHADOR,QUE LUTAVA PARA DAR UMA VIDA DIGNA PARA SUA FAMILIA,COISA QUE POR SER MUITO POBRE NÃO TEVE.VIVIAMOS MUITO BEM PARA UMA FAMILIA CLASSE MEDIA SUBURBANA,ATE QUE UM DIA UM DOS SEUS SONHOS TRANSFORMOU NÃO SO A SUA VIDA COMO DE TODA SUA FAMILIA.
NO INICIO DO ANO DE 1996 DECIDIU SAIR DA TERRA EM QUE VIVÍAMOS E BUSCAR A FELICIDADE EM OUTRO ESTADO E INFELIZMENTE DECIDIU QUE IRIAMOS MORAR NO ESTADO DO ACRE PRECISAMENTE EM SUA CAPITAL RIO BRANCO,A DECISÃO FORA TOMADA POR INTERMEDIOS DE AMIGOS QUE JA HAVIAM PASSADO POR ESSE ESTADO EM FASE DE CRESCIMENTO,ENTÃO UM OTIMO LUGAR PARA CONSTRUÇÃO DE UM SONHO,ELE IMAGINA QUE CRESCERIAMOS JUNTAMENTE COM A CIDADE.
BEM QUANDO COMPLETAMOS 5 MESES VIVENDO NESTA CIDADE E PASSANDO POR MUITAS DIFICULDADES,ACONTECEU TODA TRAGEDIA,O QUE VOU COMEÇAR A NARRAR PARA VOCÊS É ALGO QUE INFELIZMENTE É VERIDICO E QUE MARCOU A MINHA VIDA E DE TODA MINHA FAMILIA DE LA PRA CÁ.
MEU PAI SEMPRE FOI UM HOMEM FACIL DE FAZER AMIZADES,ACHO ATE QUE PUXEI ISSO DELE,VOLTANDO AO ASSUNTO.COMO MONTAMOS UM RESTAURANTE DE COMIDAS TIPICAS DO NORDESTE,ESPECIFICAMENTE DA BAHIA,COSTUMAVAMOS RECEBER CLIENTES NORDESTINOS,FOI AI QUE ELE CONHECEU UMA FAMILIA DE PIAUI E FEZ AMIZADE COM PATRIARCA DESTA FAMILIA CONHECIDO COMO JOSE HUGO.ENTÃO QUASE TODAS AS NOITES JOSE HUGO E SUA FAMILIA IAM JANTAR NO NOSSO RESTAURANTE.O TMEPO FOI PASSANDO E A AMIZADE SE FORTIFICANDO,JOSE HUGO SEMPRE EMPRESTAVA O CARRO PARA MEU PAI FAZER AS COMPRAS DO RESTAURANTE,ENTÃO AS PESSOAS SEMPRE OS VIAM MUITO JUNTOS.
NO DIA 29 DE JUNHO DE 1996,UM DIA DE SABADO E COM MUITO FRIO EM RIO BRANCO,MEU PAI CHEGOU EM CASA MUITO TARDE E JA ESTAVAMOS DORMINDO.MESMO ASSIM ELE NOS ACORDOU E NOS FEZ UMA PROPOSTA,QUE UM DE NÓS DE TRES QUE MESMO COM OS CORPOS QUENTES TOMASSEMOS BANHO DAQUELA AGUA GELADA,ELE DARIA 100 REAIS,MEUS IRMÃOS SE RECUSARAM MAS EU A FILHA MAIS VELHA COM 15 ANOS ME INTERESSEI,E ME DIRIGIR AO BANHEIRO POREM MEU PAI SEGUROU MEU BRAÇO E ME DISSE_EU ESTAVA BRINCANDO MAS GOSTEI DE VER,SEJA SEMPRE ASSIM,LUTE POR TUDO QUE VOCE DESEJAR,SEJA SEMPRE UMA GUERREIRA.E NOS LEVOU PARA O QUARTO,CHEGANDO AO QUARTO NOS AGASALHOU E ENROLANDO MEU PES COM O EDREDOM ME DISSE _VIU COMO É BOM TER UM PAI?
AQUELA FOI A ULTIMA VEZ QUE VI MEU PAI,NA MANHÃ SEGUINTE ELE SAIU BEM CEDOPARA IR A OFICINA OLHAR UM CARRO QUE ESTAVA EM CONSERTO,ESTE CARRO PERTENCIA A JOSE HUGO.NO HORARIO DE MEIO-DIA ESTAVAMOS ASSISTINDO A TV QUANDO O PROGRAMA FOI INTERROMPIDO POR UMA MENSAGEM URGENTE,O IRMÃO DO ENTÃO DEPUTADO ESTADUAL HILDEBRANDO PASCOAL HAVIA SIDO ASSASSINADO,E QUE OS ASSASSINOS HAVIAM FUGIDOS.
A FAMILIA DA VITIMA ERA A FAMILIA QUE COMANDAVA O ACRE,TODOS ENVOLVIDOS NA POLICIA E NA POLITICA.ATE ESTE DIA NÃO CONHCIAMOS E NEM HAVIAMOS ESCUTADO FALAR DESTA FAMILIA APARTIR DESTE DIA PUDEMOS CONHECER A FURIA DESTA FAMILIA.
PRA NOSSO ESPANTO QUANDO ANOITECEU UMA VIATURA PAROU A NOSSO PORTA E DISSE QUE MEU PAI HAVIA SIDO PRESO,POIS DIRIGIA ALCOOLIZADO E ELES QUERIAM LEVAR ALGUM DOS FILHOS PARA FAZER COMPANHA AO MEU PAI,SO QUE MINHA DISSE QUE QUEM IRIA ELA POIS NÓS ERAMOS TODOS DE MENORES.ELES LEVARAM MINHA MÃE CONTRA VONTADE E EU COMO FILHA DE MAIOR FIQUEI RESPONSAVEL POR MEUS IRMÃOS E PELA CASA,SO QUE MENOS DE 30 MINUTOS DEPOIS OS MESMOS POLICIAIS RETORNARAM DIZENDO QUE MINHA MÃE IRIA VOLTAR MUITO TARDE E QUE MANDOU BUSCAR UM DE NÓS PARA FICAR COM ELA LA,ENTÃO EU COMO SENDO A FILHA MAIS VELHA ME DISPONIBILIZEI PARA FAZER COMPANHIA A ELA NA DELEGACIA POREM ELES SE RECUSARAM A ME LEVAR COM O ARGUMENTO DE QUE ERA MENINA FOI AI QUE MEU IRMÃO DO MEIO UILDER FOI COM ELES,JAMAIS PODERIAMOS IMAGINAR TUDO QUE ESTAVA ACONTECENDO SO CAIMOS NA REAL UNS 20 MINUTOS DEPOIS QUANDO MINHA MÃE RETORNOU DA DELEGACIA SEM MEU PAI E SEM MEU IRMÃO.
O QUE DESCOBRIMOS É QUE MEU PAI ESTAVA COM JOSE HUGO QUANDO ELE DE FORMA FRIA ASSASSINOU O IRMÃO DO DEPUTADO ESTADUAL HILDEBRANDO PASCOAL E DEPOIS ELES FUGIRAM.ENTÃO ELES ACHAVAM QUE SABIAMOS AONDE MEU PAI E HUGO PODERIAM ESTAR,ACHARAM QUE PEGANDO MEU IRMÃO PODERIAMOS DAR CONTA DOS DOIS POREM AGENTE NÃO SABIA DE NADA,NEM DE ONDE ELES PODERIAM ESTAR.MINHA MÃE FICOU DESESPERADA AO CONSTATAR QUE MEU IRMÃO NÃO ESTAVA EM CASA,RODAMOS TODA A CIDADE ME BUSCA DELE,TODAS AS DELEGACIAS,JUIZADOS.
NO DIA SEGUINTE DA MESMA FORMA,ESTÁVAMOS DESESPERADA COMO PODERIAM FAZER MALDADE COM UMA CRIANÇA DE 13 ANOS.SO NA TERÇA-FEIRA DIA 02 DE JULHO QUEDO UM CORPO E DE IMEDIATO ACHAMOS QUE ERA DE MEU IRMÃO E FOMOS EM DIREÇÃO AO IML MAS NO CAMINHA NÃO TIVEMOS CORAGEM DE IR POIS SABÍAMOS QUE A IMPRENSA ESTARIA LA E NOS DIRIGIMOS PARA CASA DE UMA AMIGA,CHEGANDO LA VIMOS PELA TV A IMAGEM DO CORPO ENCONTRADO E PARA DESESPERO NÃO ERA O CORPO DE MEU IRMÃO E SIM DE MEU PAI ASSASSINADO,SEM AS PERNAS,SEM OS BRAÇOS,COM FUROS NA CABEÇA DE PREGOS QUE FORAM CRAVADOS.MUTA TRISTEZA,MUITO DESESPERO,AQUELE HOMEM QUE SAIU DE SUA CIDADE EM BUSCA DE FELICIDADE AGORA ESTAVA MORTO,MEU CHÃO HAVIA SE ABERTO,DE REPENTE AQUELE GAROTINHA DE 15 ANOS MIMADA PELO PAI FOI OBRIGADA A SE TORNAR ADULTA.O QUE PASSAVA NA TELEVISÃO ERA QUE MEU PAI ERA CÚMPLICE DE HUGO,ATE VULGO COLOCARAM NELE,NUNCA ESQUECI "NEGÃO BAIANO".
BEM A PARTIR DESTE DIA FICAMOS ESCONDIDOS NA CASA DE UMA AMIGA E DOIS DIAS DEPOIS ENCONTRARAM O CORPO DE MEU PAI EM UMA ESTRADA CARBONIZADO POR ACIDO.
ESTE INFERNO DE FICARMOS ESCONDIDOS DUROU UMA SEMANA MAS ANTES DE SAIRMOS DO ACRE PROCURAMOS TODOS NOSSOS DIREITOS FOMOS ATE A SECRETARIA DE SEGURANÇA PUBLICA E PEDIMOS PRA PELO MENOS PEGARMOS NOSSAS COISAS NA CASA QUE ERA ALUGADA E ELES DISSERAM QUE NÃO PODERIA FAZER NADA POIS TINHAM MEDO,ENTÃO TIVEMOS QUE SAIR DAQUELE ESTADO MALDITO SÓ COM A ROUPA DO CORPO,ROUPA ESTA QUE JÁ ESTÁVAMOS HA UMA SEMANA,SAÍMOS DE LA COM UMA MÃO NA FRENTE E OUTRA ATRAS,AJUDADOS POR FAMILIARES QUE SE ENCONTRAVAM EM OUTRO ESTADO,SEM APOIO DA JUSTIÇA,AQUELES QUE ESTAVAM ALI PRA NOS PROTEGER ALEM DE MATAREM MEU PAI E MEU IRMÃO AINDA VIRARAM AS COSTAS PRA NÓS.PASSADOS MUITOS ANOS O PESSOAL DO MINISTÉRIO PUBLICO NOS ACHOU JÁ QUE VIVÍAMOS COM MUITO MEDO E ESCONDIDOS,ELES QUERIAM QUE FOSSEMOS PRO JULGAMENTO,ALEM DE JUSTIÇA NOS PROMETERAM MUITA COISA,DISSERAM QUE TERÍAMOS DIREITOS A INDENIZAÇÃO MAS SÓ QUE DEPOIS QUE OS RÉUS FORAM CONDENADOS NOVAMENTE NOS VIRARAM AS COSTAS,QUANDO MANDO EMAIL NÃO ME RETORNAM.NÃO NOS PROCURARAM PARA NOS AJUDAR A BUSCAR TODOS ESSES DIREITOS PROMETIDOS POR ELES MESMO.SEI QUE JÁ SE PASSARAM 17 ANOS MAS ACREDITO AINDA NA JUSTIÇA,PERDEMOS ALEM DE DUAS VIDAS,PERDEMOS BENS MATERIAIS,MINHA MÃE PERDEU A SAÚDE EU E MEU IRMÃO A JUVENTUDE,PERDEMOS O DIREITO DE SERMOS FELIZES,SEI QUE DINHEIRO ALGUM IRIA PAGAR TODO SOFRIMENTO MAS MEU AMIGOS QUEM TIROU A VIDA DE MEU PAI E MEU IRMÃO,ERAM PESSOAS PAGAS COM NOSSOS IMPOSTOS,PESSOAS QUE ESTAVAM AI PRA NOS REPRESENTAR,PARA NOS PROTEGER ALEM DE CEIFAR DUAS VIDAS NOS TAMBÉM NOS TIRARAM O DIREITO A VIVER.
ESTOU ESCREVENDO ESTE DEPOIMENTO POIS PRECISO QUE DIVULGUEM,QUE COMPARTILHEM POIS SO AGORA CONSEGUI UM ADVOGADO POREM PRECISO DOS PROCESSOS MAS POR EMAIL ELES NÃO ME RESPONDEM,PRECISO QUE TOQUE NO CORAÇÃO DELES,OU DE ALGUM ADVOGADO OU ATE MESMO DO MINISTÉRIO PUBLICO DAQUI OU DO ACRE.E ASSIM FINALIZO ESTA HISTORIA TÃO TRISTE.
EMANUELA FIRMINO

quinta-feira, 23 de maio de 2013

PEQUENA CURIOSIDADE

TENHO MUITAS VISITAS EM MEU BLOG DE PESSOAS DE OUTROS PAÍSES MAS ATE DAQUI DO BRASIL,GOSTARIA MUITO DE SABER QUEM SÃO ESTAS PESSOAS.PRECISO DE MUITA AJUDA AINDANESTA BRIGA CONTRA A IMPUNIDADE,QUEM SABE VOCÊS PODERIAM ESTAR AO MEU LADO.
VAMOS TENTAR MUDAR UM POUCO TODA ESTA HISTORIA DE IMPUNIDADE!!!!!!!

DESABAFO

ESTOU MUITO TRISTE COM O PESSOAL DO MINISTÉRIO PUBLICO DO ACRE POIS NA ÉPOCA DO JULGAMENTO ALÉM DAS CONDENAÇÕES  PROMETERAM QUE IRIAM BRIGAR PARA INDENIZAR NOSSA FAMÍLIA,PRINCIPALMENTE MINHA MATRIARCA QUE TANTO SOFREU.
POREM O QUE ACONTECE É QUE NEM OS EMAILS QUE ENVIO ELES ME RESPONDEM,O PIOR NÃO É NADA POIS NA ÉPOCA DO JULGAMENTO QUANDO VIERAM NOS BUSCAR FORAM TANTAS PROMESSAS HOJE VEJO QUE FIZERAM ISSO ACHANDO QUE DESTA FORMA IRIA NOS AO JULGAMENTO,SERÁ QUE ELES PENSAM QUE TUDO QUE NOS PROMETERAM SERIA MAIS IMPORTANTE QUE OS ASSASSINOS CONDENADOS? NÃO É MAIS IMPORTANTE MAS SEI QUE O ESTADO DO ACRE TAMBÉM NOS DEVE ESTA INDENIZAÇÃO.
TAMBÉM PRECISAMOS VIRAR A PAGINA NEGRA DAS NOSSAS VIDAS!!!

PS:POR FAVOR ESTOU AGUARDANDO UM EMAIL:EMANUELA.O.F@HOTMAIL.COM DOS GOVERNANTES DO ACRE,MINISTÉRIO PUBLICO OU QUEM ESTEJA DISPOSTO A MIM AJUDAR NESTA LUTA.

Impunidade: incentivo à violência por Robson Sávio Reis Souza

Por que é preciso apurar com celeridade e eficiência os crimes? Obviamente não é para promover a vingança, segregar ou aniquilar o infrator nem ampliar as garras do Estado.
A certeza da impunidade favorece a prática de crimes. No Brasil, vergonhosamente, para cada cem homicídios, apenas oito são totalmente processados pelo sistema de justiça criminal. E somente dois têm os autores presos. Pouco efetivos são os mutirões para concluir milhares de inquéritos abertos e sem solução. Mas, às vezes, esses procedimentos são necessários. De um total de 143 mil inquéritos de homicídios sem solução, apenas 20% tiveram um fim, segundo informaram recentemente organizadores de um desses mutirões. Os 80% restantes foram arquivados, sem nenhuma solução. O número de casos remetidos ao Ministério Público para o oferecimento de denúncia foi de parcos 3% do total. Abrir mão da apuração dos crimes sinaliza o fracasso do Estado e o caráter dúbio da Justiça (a aplicação da lei vai depender de circunstâncias aleatórias). Resultado: o crime pode compensar.
Onde estão os problemas? Os baixos investimentos em estruturas de investigação, inteligência e perícia das polícias são fatores que corroboram o caos do sistema de justiça criminal. Mas não dá para responsabilizar somente as polícias pela situação desastrosa. Governantes insensatos, que se contentam com o "aqui e agora", sempre preferem investir nas ações de repressão - que aparentemente dão resultado (nem que seja midiático) -, em vez de direcionar os investimentos para uma polícia mais eficiente, menos preocupada em prender e mais direcionada para a elucidação dos crimes. Polícias eficientes, que solucionam os crimes, oferecem ao Ministério Público processos robustos. Por sua vez, o MP permite ao Poder Judiciário (se menos encastelado e seletivo) julgar com rapidez. Por fim, com um sistema prisional direcionado somente para quem oferece risco social - e não como instrumento para prender os pobres e negros e praticantes de crimes contra o patrimônio (que respondem por 65% da massa carcerária) -, haveria um quadro de maior efetividade da Justiça e a possível diminuição da impunidade. Afinal, justiça tardia é a negação da justiça.
Somente repensando as estruturas arcaicas, inquisitoriais e baseadas na intuição - que não respondem mais aos reclamos de uma sociedade democrática -, que haverá um sistema de justiça que faça jus a esse nome.
Mas a situação não será resolvida com medidas paliativas nem com reformas incrementais nas agências do sistema de justiça criminal. Afinal, quando há pressão social ou midiática, as respostas do Estado são sempre nos moldes dos remendos novos em panos velhos. Resultado: mantendo-se essa estrutura, sem profundas reformas, o problema vai persistir e outras tantas ações enxuga-gelo serão sistematicamente implementadas. A quem interessa a atual situação de insegurança e impunidade?

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Exclusivo: internado em hospital, Hildebrando chora e se diz arrependido Publicado por Sentinela da Fronteira em30 de março de 2013 | 0 Comment Por Lane Valle

“Se eu pudesse voltar atrás, não teria tentado mudar o mundo sozinho”, diz o ex-coronel da PM acusado de liderar um grupo de extermínio no Acre
HILDEBRANDO Pascoal estava internado em um leito da UPA do 2º Distrito – Imagem de arquivo
O ex-deputado federal Hildebrando Pascoal, conhecido nacionalmente como o “homem da motosserra”, estava internado ontem em um leito de hospital na Unidade de Pronto Atendimento (Upa), do 2º Distrito. Pascoal deixou o complexo penitenciário Dr. Francisco de Oliveira Conde, onde cumpre pena há 13 anos, no último domingo (11), depois de passar mal na cela.
A reportagem do Página 20 teve acesso ao ex-coronel da Polícia Militar, que se encontrava bastante debilitado no leito 26, do Observatório Adulto. Queixando-se de dores na região lombar e nas articulações, Hildebrando diz tomar vários medicamentos por dia. Apesar da intensidade da dor, ele se recusa a tomar morfina, como já foi cogitado pelos médicos, segundo o próprio paciente.
Hildebrando Pascoal disse durante entrevista que está profundamente arrependido do passado, e que hoje é um homem de Deus. “Se eu pudesse voltar atrás, não teria tentado mudar o mundo sozinho. Hoje sou um homem sem saúde, longe da família e que não pôde acompanhar o crescimento dos netos. A Justiça me tirou tudo. Mas não guardo rancor. Hoje conheço a Palavra de Deus. Me arrependo do passado! Quero apenas terminar a vida com dignidade. Não quero regalias. Também não quero prisão domiciliar. Quero que me tratem como os demais presos. Não devo um dia de prisão”, declara Hildebrando Pascoal.
Para quem não se recorda, Hildebrando Pascoal, ex-deputado federal pelo PFL do Acre (atual Democratas), foi cassado em 1999 depois de sofrer investigações da CPI do Narcotráfico e do Ministério Público Federal. Ele é acusado de liderar um grupo de extermínio no Estado (esquadrão da morte), integrar esquema de crime organizado para tráfico de drogas e prática de homicídio. O assassinato de Agilson Santos Firmino, o Baiano, foi o que mais repercussão teve à época. Baiano teve os membros superiores e inferiores amputados a golpes de motoserra.
É a terceira vez que a reportagem deste matutino conversa com o ex-coronel dentro de uma unidade hospitalar – a última vez foi em fevereiro deste ano, quando Hildebrando Pascoal foi internado no Hospital das Clínicas com os mesmo sintomas causados pela artrose. Hildebrando Pascoal também sofre de hipertensão e diabetes.

terça-feira, 9 de abril de 2013

ESTA REPORTAGEM SAIU JUSTAMENTE NO DIA DA MENTIRA!!!!!!!!!!!


“Eu gostaria que meus processos fossem analisados juridicamente. Eu só queria isso aí”, diz Hildebrando Pascoal

1 de abril de 2013 - 3:43:19 Capa_Hild
Ray Melo, da redação de ac24horas
raymelo@ac24horas.com
Fotos: Willamis França
Internado há mais de 15 dias, no Hospital das Clínicas do Acre, Hildebrando Pascoal, que é acusado na Justiça de chefiar o esquadrão da morte, recebeu neste final de semana, visita da vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputada federal Antônia Lúcia (PSC-AC).
A parlamentar solicitou a secretaria de Saúde do Acre, Suely Costa, uma visita ao ex-deputado, para verificar se ele estaria recebendo tratamento adequado no sistema de saúde pública do Acre. Preso há 14 anos, e acometido de sérios problemas de saúde, Hildebrando Pascoal passa por tratamento no HC.
Hildebrando Pascoal e a vice-presidente da CDH, Antônia Lúcia
Hildebrando Pascoal e a vice-presidente da CDH, Antônia Lúcia
Abatido e demonstrando está bastante debilitado, Hildebrando Pascoal disse que estaria sendo bem tratado, mas teme pelo agravamento de seu estado de saúde, no retorno ao presídio. “Aqui estou sendo bem tratado, mas devo retornar logo ao presídio. Lá, eu não sei como vai ficar minha saúde”, enfatiza.
Hildebrando Pascoal fez um apelo a Antônia Lúcia, que caso, ela pudesse interceder, “eu gostaria que meus processos fossem analisados juridicamente. Eu só queria isso aí. Que os processos sejam analisados juridicamente, para que eu possa exercer meu direito de defesa com critérios jurídicos”, diz Pascoal.
Preso na época em que exercia o mandato de deputado federal, Hildebrando Pascoal foi acusado de diversos crimes. Ele também é acusado pelo assassinato do mecânico Agilson Firmino dos Santos, o “Baiano”, que foi torturado e teve o corpo cortado com o uso de uma motosserra, em setembro de 1996.
O coronel que teve a patente cassada foi condenado a mais de 80 anos de prisão por tráfico de drogas e a morte de um policial, crimes que ele nega ser o autor. Nas entrelinhas, o ex-deputado deixou escapar que estaria sendo vítima de um tipo de armação política, o que o tornaria um preso político.